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No Brasil, cerca de 12.000 novos casos de câncer infantil surgem a cada ano. É a terceira causa de morte entre crianças de 0 a 14 anos de idade. O número é alarmante, mas a boa notícia é que o índice de cura pode chegar até 70%, quando a doença é diagnosticada a tempo e tratada.
Porém, infelizmente, uma grande parte das crianças portadoras de câncer não é tratada. Isso ocorre devido à escassez de recursos destinados a saúde pública em vários estados do Brasil, à falta de recursos das famílias, às longas distâncias territoriais do país e à ausência de recursos públicos de assistência social. Soma-se a isso, o fato de a |
família, cuja criança está em tratamento nos diversos hospitais públicos de São Paulo, na maioria das vezes, não ter como custear hospedagem na cidade após a alta hospitalar, que ocorre no final da primeira parte do tratamento. Isso é muito grave, visto que a segunda parte do tratamento pode durar, em média, 2 anos, período em que hospital não pode manter o paciente internado, pois precisa do leito para realizar outros atendimentos.
Daí a necessidade de um centro de apoio capacitado para abrigar essas crianças e suas famílias com dignidade, amor e excelência.
Assim, em 1996, foi fundada, pelas amigas Claudia Bonfiglioli e Patricia Thompson, a Associação Pró-Hope, uma instituição de iniciativa 100% filantrópica, com a missão de dar todo o apoio biopsicossocial e educacional a crianças e adolescentes carentes portadores de câncer. Atualmente, a Casa Hope é uma das mais completas instituições de apoio ao tratamento do câncer infantil no país.
Em 2007, a Casa Hope realizou 2.383 atendimentos, oferecendo serviços como moradia, alimentação, nutrição, vestuário, transporte, serviço social, assistência odontológica, assistência psicológica, medicamentos, apoio pedagógico, terapia ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia, cursos de capacitação, oficinas e assistência jurídica.
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